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Arquivado para Mídia

Mag+

O eco causado pelo vídeo do Sports Illustrated Tablet foi muito grande, e coincidiu com a apresentação de um outro protótipo de dispositivo de leitura de revista digital, apresentado, dessa vez, pela Bonnier P & D. Com uma navegação ainda mais leve e mais rápida, este tablet, batizado de Mag+, só é mais uma prova de que o futuro das mídias vai ser bem diferente mesmo.

YouTube Insights for Audiences

Muito bom o vídeo demo sobre o Youtube Insights for Audiences. Esta é uma fantástica ferramenta que lhe permite obter insights sobre o publico que está interessado em várias categorias de conteúdo no YT. Dá pra saber quais os gostos musicais dos usuários, as preferências de marcas e muito mais. Como a internet é impar na questão ‘mensuração midiática’, esta ferramenta, ainda em formato beta, poderá ser um meio super eficaz para aplicações em planejamento de mídia e geração de idéias criativas e assertivas. Creio que é um novo hype surgindo na nova web.

The New York Times aposta em jornalismo feito pela comunidade

O NYTimes.com, edição online do periódico norte-americano The New York Times, lançou, esta semana, dois blogs de notícias focadas em comunidades específicas de New Jersey e New York.

A empreitada, batizada de The Local, é uma das primeiras e únicas no sentido de coletar informação gerada por pessoas comuns (moradores de bairros, principalmente).

A maioria das contribuições virá de residentes locais (o chamado “hiper-localismo“), sendo gerenciada por uma equipe profissional da redação do NYT.

Estudantes de jornalismos da City University of New York (Cuny), estarão disponíveis para ajudar os cidadãos a fazer as reportagens e utilizar as mídias digitais.

É o começo de uma série de iniciativas que o The New York Times está tomando para se livrar da crise pós-2.0.

| Fonte: Springwise

| http://www.nytimes.com/marketing/thelocal/


Semelhanças no futuro do jornal e da música

A idéia de escrever este post surgiu durante a leitura sobre o futuro do jornalismo e dos jornais, em uma matéria do “O Estado de São Paulo”, esta manhã.

Acontece que a cada dia cresce mais o número de pessoas pregando o preconceito e infiltrando informações negativas sobre a crise na indústria jornalística.

Nunca vamos poder afirmar, de forma alguma, que os jornais estão perdendo leitores. Pelo contrário, estão com cada vez mais pessoas interessadas pelo conteúdo. Isso porque as grandes holdings que controlam os jornais mais famosos, entenderam o novo caminho de seus consumidores, e definiram uma nova outra fase ao meio.

Agora, com todo mundo podendo acompanhar qualquer conteúdo que sai em um New York Times, por exemplo, na internet, de maneira totalmente gratuita, resta as empresas de mídia se adequarem ao novo tempo, o tempo todo.

Os portais dos jornais se tornaram uma réplica exata do que se vê/lê nos impressos.

Perdendo leitores para ambiente digitail, as empresas que controlam essas mídias se tornaram vitimas, assim como a novo momento enfrentado pela indústria fonográfica, onde as gravadoras passaram e continuam passando por provas de choque e sobrevivência depois desta grande “transformação” na maneira de consumir conteúdo.

A fim de preservar suas receitas, as gravadoras não inovam na forma de distribuir as músicas de seus artistas. Por outro lado, os artistas, cansados desse formato “arcaico” e desorientado por parte das gravadoras, deixam as parcerias com elas de lado, em busca de parceiros mais bem preparados, se é assim que podemos chamar. Entre estes novos parceiros, estão marcas, executivos e produtores particulares, ou até mesmo os próprios artistas, que decidem não esperar a “vaca tossir”, e acabam montando as suas próprias táticas.

Eles estão utilizando a internet para compartilhar suas músicas recém lançadas.

Se isso não for feito, o artista corre o risco de perder o seu valor de destaque, sendo que outros já estão criando e aplicando maneiras diferenciadas na distribuição dos seus próprios conteúdos.

É o caso da banda britânica de alt-rock, Radiohead, que lançou, em outubro de 2007, seu sétimo álbum de estúdio, o “In Rainbows”, sob a forma de download digital, onde os compradores escolhiam o quanto queriam pagar pelas músicas. Assim, o grupo inglês se tornou percussor de uma revolução na indústria da música.

Daí vieram outros “cases” como os caras do The Prodigy, que colocaram, em 1a mão, trechos de seu novo álbum em um jogo disponível somente na web. E também a banda Groove Armada que, em 2008, decidiu não mais renovar o contrato com sua gravadora para fazer uma parceria inovadora com a Bacardi. A partir desta parceria, a banda passou a disponibilizar músicas (exclusivas) pelo Barcardi B-Live Share.

O fato de a internet ser uma das maiores agregadoras de audiência jovem, moderna e “antenada”, engaja o poder criativos destes artistas para que eles desenvolvam soluções equivalentes às novas expectativas de seus fãs.

Mudanças saudáveis até aqui. Porém, existe um fator importantíssimo que está sendo enfrentado por estes mercados que buscam, novamente, seu lugar ao sol – encontrar a melhor forma de receita.

Jornais já não querem mais depender apenas dos anunciantes. Querem continuar dando valor ao jornalista e, principalmente, aos seus leitores, como acontecia na época em que o jornal vivia de três grandes fontes de receita: assinatura, venda em banca e publicidade.

Bem como acontece com as produtoras e gravadoras musicais. Elas estão atrás de formas atrativas aos seus consumidores e aos seus cofres.

Por esse e outros motivos, Walter Isaacson, ex-editor da revista Time, sugeriu em um seminário (leia matéria do OESP), algo bem inteligente – cobrar dos leitores de portais dos jornais, microvalores por artigo ou por edição diária. Dessa forma, o leitor até pagaria pelo conteúdo, seja quanto for (US$0,10 / U$0,50), porém, precisaria criar uma forma de pagamento virtual facilitado.

As formas de pagamento virtuais são muito irritantes e desajeitas. ( #prontofalei )

Mesmo assim, tem gente que se diferencia e se destaca nessa complexidade toda. Como ótimos exemplos, o portal do periódico norte-americano, Wall Street Journal, começou a cobrar pela leitura ilimitada de suas matérias online. Mas concede desconto aos assinantes do veículo impresso.

E do lado fonográfico, o iTunes, da Apple, conseguiu angariar milhares de clientes mesmo cobrando pelas músicas (as mesmas disponíveis gratuitamente em softwares para baixar áudio) graças a um formato simples e rápido de pagamento.

E assim vai caminhando o futuro das duas indústrias. Produtoras de conteúdos sempre relevantes para o nosso cotidiano, música e informação não são mais apenas geradoras do entretenimento e do conhecimento, nessa ordem. São, também, promotoras de uma nova era cheia de desafios que confrontam com grandes esperanças.

Resta a nós torcer para que as melhores cabeças pensantes continuem nos trazendo soluções inteligentes para consumir o conteúdo, sem prejudicar as empresas, os artistas, os jornalistas e todos os outros envolvidos em sua produção.

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